Partilharam balneário no Benfica e hoje partilham a Liga francesa. Tiago Gouveia, jogador do Nice, deixa, em mais um episódio do podcast Final Cut, elogios ao amigo João Neves e não está surpreendido com o impacto do antigo colega na equipa parisiense. “Todos reconhecem que o João Neves é importantíssimo no PSG”. Entre recordações e revelações, o extremo confessa um dos grandes sonhos. “A Seleção Nacional é um objetivo claro para mim”, assume, focado, contudo, no presente e em ajudar o Nice nos seus objetivos. A experiência em França tem sido um desafio para o ex-benfiquista que admite estar numa liga boa para o seu jogo: “o futebol francês tem um estilo que me agrada e puxa por mim”.
Após vários anos no Benfica, onde fez formação antes de ser lançado por Nélson Veríssimo na equipa principal, Tiago Gouveia rumou a França, para no Nice iniciar a sua primeira aventura fora de portas. No campeonato francês encontrou alguém com quem partilhou balneário nos encarnados, e que hoje é uma das figuras principais do atual campeão gaulês e europeu.
“Todos reconhecem a importância do João Neves no Paris Saint-Germain”, refere o extremo, dando conta de que o “meio-campo do PSG é diferente com e sem o João Neves em campo”.
Tiago Gouveia fala ainda de outro antigo colega que também consegue ser decisivo e ser uma autêntica dor de cabeça para os adversários.
“Quando vi o Gonçalo Ramos entrar em campo, pensei logo que ele ia arranjar maneira de marcar um golo”, recorda, lembrando a derrota do Nice no Parc des Princes por 1-0, com um golo marcado pelo internacional português aos 90+4.
O Nice não vive dias fáceis na Liga francesa, mas Tiago Gouveia acredita que o clube vai alcançar a manutenção.
“Está a ser uma época atípica, o Nice é um clube para estar noutro patamar, mas acredito que no final da temporada vamos atingir o objetivo”, entretanto delineado. “Vou dar tudo nos meses que faltam para ajudar o clube. Ainda não mostrei muito do que sou”.
O extremo deixa elogios ao emblema da Riviera francesa e ao futebol praticado em França. “Esta experiência vai fazer-me crescer a nível pessoal e profissional. O futebol francês é um estilo que me agrada e puxa por mim. Foi uma das razões pelas quais decidi vir para aqui. Achei que se adequava muito às minhas características e consegui confirmar isso”.
Com os pés bem assentes e com a missão de ajudar o Nice, Tiago Gouveia não pensa muito no futuro, mas assume um desejo de carreira. “A Seleção Nacional é um objetivo claro para mim. Eu amo Portugal, amo a seleção portuguesa. Espero consegui-lo um dia”, afirma.
A conversa naturalmente resvalou para o Benfica, clube com quem tem contrato, e o jogador do Nice deixou rasgados elogios aos treinadores com quem trabalhou. Renato Paiva, António Oliveira e Nélson Veríssimo merecem loas de Tiago Gouveia.
O pós-carreira ainda está longe do pensamento, mas o papel de treinador é algo que o convidado não enjeita quando pendurar as chuteiras. “Ser treinado por Renato Paiva deu-me um clique para um dia vir a ser treinador de futebol”, confessa.
Não olhando muito para Ligas ou clubes onde gostaria de treinar, Gouveia refere que olha para os projetos muito pelos treinadores com quem pode trabalhar, dando por exemplo, Paulo Fonseca e De Zerbi. Quanto a trabalhar com Mourinho, o jogador confessa que já lhe disseram “que ia gostar de trabalhar com ele”.
Convidado a escolher três ex-colegas de equipa que jogariam numa equipa escolhida por ele, e com opções fora da caixa, Tiago Gouveia escolheu: um “fantástico” Francisco Geraldes, uma promessa Ronaldo Camará, e um espetacular dinamarquês. “Gosto muito do Schjelderup. Complementamo-nos. É um jogador que chama pessoas ao estádio”, revela.
O novo episódio do Final Cut já está disponível nas plataformas digitais habituais.
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